Você não é ninguém, mas é amado

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Todos querem ser especiais, únicos, essenciais e protagonistas da história. Nosso ego sempre quer mais atenção, mais elogios. Desejamos os holofotes, o centro, a maestria, a proeminência, e quando não recebemos o que queremos choramos como uma criança decepcionada, reagimos como adolescentes revoltados, nos iramos como adultos ofendidos ou, como velhos desiludidos, fingimos não ser conosco. Mas a verdade é que, em última instância, não somos ninguém.

O rei Davi reconhecia sua pequenez diante de toda a criação, ao declarar: “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres e o filho do homem, que o visites?” (Sl 8.3,4) Além disso, ele reconhece que foi Deus que criou o vasto cosmos. Diante disso tudo, não lhe sobra outra pergunta: “que é o homem, que dele te lembres e o filho do homem, que o visites?” Sua conclusão é de indignidade, diante da “visita” de Deus ao homem, pobre e pequeno.

Quando refletimos sobre nossa imoralidade inata e ativa, constatamos que, além de sermos um pequeno ponto no universo, somos desmerecedores de aproximar-mo-nos de Deus. O profeta Isaías, em seu livro registra: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” (Is 59.2) Já na Epístola de Romanos o Apóstolo Paulo constata, usando uma citação de Sl 14, que “Não há justo, nem um sequer” (Rm 3.10). Somos pecadores, esta é a realidade! Mas não é isso que vejo sendo pregado pela maioria dos preletores e das redes sociais. O que vejo é uma larga difusão de um “evangelho do ego”, do “sentir-se bem”, que inspira músicas de louvor ao homem em lugar de louvor ao Deus Todo Poderoso e, como resultante, centra o culto no ser humano, não em Deus e sua Palavra.

Acontece que nem a história, muito menos as Escrituras dizem respeito sobre o homem. Timothy Keller em uma de suas palestras no The Gospel Coalition, disse: “Jesus é o verdadeiro templo, o verdadeiro profeta, o verdadeiro sacerdote, o verdadeiro rei, o verdadeiro sacrifício, o verdadeiro cordeiro, a verdadeira vida, o verdadeiro pão. A Bíblia não é sobre você.” Saber isso muda a minha forma de me aproximar das Escrituras, não querendo me satisfazer, mas satisfazer ao Deus que tudo criou – inclusive a mim e você. Muda também o que penso acerca de mim mesmo. Uma terceira reação seria o questionamento: por que Deus nos ama, então?
A resposta é: por causa de si mesmo e de Cristo. É da natureza do ser de Deus amar e ser amor, e Ele expressa esse amor através de Cristo: “[…] Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo” (1 Jo 4.8,9). Sem Cristo, por causa dos nossos pecados e da justa justiça de Deus, não poderíamos sequer nos achegar a Deus, nem sermos amados por Ele.

Você já parou para pensar que só é alguém por causa de Jesus? Talvez alguém já lhe tenha ofendido e, duramente, o humilhado e diminuído. Isso dói! Mas, você consegue perceber que, ainda que ninguém dê importância para quem é ou o que faz há um Deus que lhe ama a ponto de sacrificar seu filho amado para poder te amar também? Este é o Deus das Escrituras!

Não somos o centro, nunca fomos. Não somos atores principais e o foco não está em nossos passos e atos. Não precisamos nos sentir especiais, sim, amados pelo Deus da nossa salvação. Aí está nosso valor. A história de nossas vidas são componentes de uma história muito maior, como certa vez disse Paul Washer: “Você foi criado em um mundo onde tudo parece ser sobre você. Mas não é. Tudo é sobre Cristo!” E é por causa de Cristo que, mesmo não sendo nada, somos amados! (1 Jo 3.16)

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